Muitos que apioaram a vinda do FMI, dizendo que iam "endireitar" o país, são agora contra e participam nas manifestações "apoliticas" contra a austeridade. Caros amigos, isto é política! Destruir Saude, educação, segurança social , para depois a entregar aos privados é política , pura. Por isso só rasgando o memorando, e decidindo pela saída do euro , Portugal ( e outros países) podem ter futuro. E crescer. Presos nesta amarra , não é possível, que nos impede de desvalorizar a moeda. E o caminho de países como Portugal terá mesmo de ser unilateral. Dizem-nos : as taxas de juro até são baixas, mas o tempo para pagar o emprestimo ( pagar 35 mil milhões de euros em juros, relativos a 78 mil milhões de euros não é assim tão pouco!) é na prática impossivel.
O ano de 2013, pagaremos 10 mil milhões de euros, em em 2014 16 mil milhões de euros... ( duas vezes o orçamento anual da saude). Para pagar estas loucuras querem agora destruir os Serviços essenciais. é uma oportunidade de ouro para estes bárbaros de gravata....
sábado, 3 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Dona Refundação, Anabela Fino ( in Avante)
Dona refundação
Em época de caça, Passos Coelho tirou da cartola uma lebre, cuja baptizou com o sugestivo nome de «refundação», e convidou o PS a partilhar o lauto repasto que a mesma promete proporcionar. Desde esse momento de ilusionismo, apimentado qb pelo mistério quanto à forma de cozinhar a peça, que quase se pode ouvir o frémito de excitação que percorre o PS. Entre a aparente perplexidade face ao convite e a indisfarçável satisfação por ser chamado à mesa do poder, o PS faz-se rogado, exige explicações, mas não fecha a porta ao convite. Enquanto isso, e como é hábito em casos que tais, correm rios de tinta pelo País a propósito da «refundação», mais ou menos elevada à condição de «dama misteriosa», como se Passos Coelho não a tivesse exposto desde a sua apresentação à sociedade com toda a crueza da sua nudez apenas coberta pelo manto diáfano da demagogia.
Mas afinal do que se trata? Nem mais nem menos do que «rever a despesa, nomeadamente a despesa social» para que o País possa «regressar normalmente ao mercado de financiamento da dívida, sem pedir um segundo resgate». Trata-se, continuando a citar Passos Coelho, de «saber em que medida é que isso exige rever funções do Estado, a maneira como o Estado presta serviços aos cidadãos». É esta alegada necessidade de rever as funções do Estado que exige a presença do PS, já que se trata de uma reforma «mais ampla» do que estaria inicialmente previsto. Ou seja, numa palavra, trata-se de rever a Constituição. E porquê? Porque as imposições constantes do Memorando da troika assinado por PS, PSD e CDS não encontram cobertura no texto constitucional. Embora mutilada em sucessivas alterações, a lei fundamental do País continua a ser um obstáculo aos ditames do grande capital, esses ditames que impõem a reserva de milhares de milhões de euros para o resgate da banca mas que não reservam um cêntimo para o resgate dos trabalhadores e do povo que a pretexto das medidas de «austeridade» ficam sem trabalho, sem casa, sem comida, sem direito à saúde ou à educação, sem direito à velhice, sem direito a uma vida digna. Porque, embora adulterada, a Constituição consagra como direitos fundamentais o que as troikas querem eliminar – direitos, liberdades e garantias que ainda são um travão legal às pretensões de domínio absoluto do poder do capital. Porque, quanto mais não seja do ponto de vista formal, a Constituição ainda é garante do regime democrático.
É isto que o PSD quer «refundar». É para dar a estocada final no que sobra dos valores de Abril na Constituição que o PS é chamado a participar.
Não vale a pena procurar nos dicionários o significado de «refundação». Como não vale a pena alimentar esperanças quanto à posição que o PS virá a assumir. A resposta está na política que há mais de três décadas tem sido seguida pelos governos da alternância e que conduziram os trabalhadores, o povo e o País à situação em que hoje se encontra. O que é preciso não é que PSD e PS nos «refundem». O que é preciso é que os trabalhadores e o povo «refundam» os interesses que esses partidos servem da única forma que há para os «refundir»: lançando-os no caixote do lixo da história e reescrevendo a história pelas suas próprias mãos.
Texto de Jorge Bateira, do blog Ladrões de Bicicletas
Ao assinar o Memorando de entendimento para obter o financiamento que lhe permitiria satisfazer todos os compromissos financeiros, Portugal estava a sujeitar-se a um programa de ajustamento estrutural idêntico ao de muitos países de África, da América Latina, da Ásia e até da Rússia. O currículo do FMI é um verdadeiro desastre no que toca às políticas de ajustamento que impôs, a ponto de diversos países (destaque para Malásia, Rússia e Argentina) se verem forçados a romper com ele para, com políticas diferentes, finalmente porem as suas economias a crescer, criar emprego e desendividar-se. Com uma diferença crucial: esses países tinham uma moeda própria, embora no caso da Argentina com uma paridade fixa e irrevogável com o dólar. Já agora, desmentindo a narrativa posta a correr pelos comentadores neoliberais acerca do caso da Argentina, importa recordar um facto central: no segundo trimestre após a ruptura com o dólar (Janeiro de 2002), a economia argentina retomou o crescimento. Seis anos depois tinha acumulado 63% de crescimento do produto, deixando para trás três anos e meio de recessão e a desastrosa política de “desvalorização interna” que bem conhecemos.
Guiados por um governo devoto do neoliberalismo em versão radical, ao fim de um ano e meio estamos mais conscientes de que entrámos numa espiral idêntica à da Grécia. Sabíamos que, ao contrário dos anteriores contratos com o FMI, desta vez não poderíamos contar com a desvalorização, e também sabíamos que a “austeridade expansionista” nunca passou de um mito porque na verdade a desvalorização sempre fez parte do pacote das políticas nos países apontados como exemplo. Por isso estava escrito nas estrelas que a execução orçamental de 2012 ia ser um fiasco, como será a a de 2013, embora agora o fiasco seja proclamado aos quatro ventos por muita gente que está bem na vida, sobretudo porque agora também vão ter de pagar algum… para nada.
A UE conhece esta dinâmica mas não muda a política porque o liberalismo alemão (ordoliberalismo) não só está inscrito nos tratados, como é ideologicamente hegemónico na UE. Os sociais-democratas alemães e os socialistas franceses também defendem que os estados devem financiar-se exclusivamente nos mercados financeiros. Os portugueses, tal como os restantes povos do Sul da Europa, pensavam que tinham aderido a uma comunidade de estados solidários e que, integrando a moeda única, poderiam prosperar saudavelmente (sem endividamento excessivo) no seio de uma União cada vez mais integrada também do ponto de vista dos direitos sociais. Enganaram--se, porque embarcaram numa aventura que tinha todos os ingredientes para acabar mal. De facto, não há moeda sem estado, pelo que, ou a UE cria rapidamente um estado europeu federal, o que implica impostos e dívida europeus e transferências de recursos para os estados mais pobres, ou esta zona euro acabará, pelo menos para os seus membros menos desenvolvidos.
A Alemanha fez a sua escolha. As exigências serão implacáveis até que o nosso país, destroçado como a Grécia, finalmente desista. Por isso fechou os olhos à (inevitável) derrapagem do Orçamento português. O preço da benevolência foi agora revelado: em 2013 dar-se-á início à destruição do modesto Estado-providência que a custo fomos construindo segundo os princípios da Constituição de 1976.
Chegados a esta encruzilhada, já não podemos adiar a escolha. Desmantelamos o Estado-providência a pretexto de sanear as contas públicas após o que, já sem financiamento europeu, acabaremos por deixar o euro. Ou assumimos que chegou a hora de dizer basta!, recuperamos a soberania sobre a nossa moeda e reestruturamos a dívida pública
Guiados por um governo devoto do neoliberalismo em versão radical, ao fim de um ano e meio estamos mais conscientes de que entrámos numa espiral idêntica à da Grécia. Sabíamos que, ao contrário dos anteriores contratos com o FMI, desta vez não poderíamos contar com a desvalorização, e também sabíamos que a “austeridade expansionista” nunca passou de um mito porque na verdade a desvalorização sempre fez parte do pacote das políticas nos países apontados como exemplo. Por isso estava escrito nas estrelas que a execução orçamental de 2012 ia ser um fiasco, como será a a de 2013, embora agora o fiasco seja proclamado aos quatro ventos por muita gente que está bem na vida, sobretudo porque agora também vão ter de pagar algum… para nada.
A UE conhece esta dinâmica mas não muda a política porque o liberalismo alemão (ordoliberalismo) não só está inscrito nos tratados, como é ideologicamente hegemónico na UE. Os sociais-democratas alemães e os socialistas franceses também defendem que os estados devem financiar-se exclusivamente nos mercados financeiros. Os portugueses, tal como os restantes povos do Sul da Europa, pensavam que tinham aderido a uma comunidade de estados solidários e que, integrando a moeda única, poderiam prosperar saudavelmente (sem endividamento excessivo) no seio de uma União cada vez mais integrada também do ponto de vista dos direitos sociais. Enganaram--se, porque embarcaram numa aventura que tinha todos os ingredientes para acabar mal. De facto, não há moeda sem estado, pelo que, ou a UE cria rapidamente um estado europeu federal, o que implica impostos e dívida europeus e transferências de recursos para os estados mais pobres, ou esta zona euro acabará, pelo menos para os seus membros menos desenvolvidos.
A Alemanha fez a sua escolha. As exigências serão implacáveis até que o nosso país, destroçado como a Grécia, finalmente desista. Por isso fechou os olhos à (inevitável) derrapagem do Orçamento português. O preço da benevolência foi agora revelado: em 2013 dar-se-á início à destruição do modesto Estado-providência que a custo fomos construindo segundo os princípios da Constituição de 1976.
Chegados a esta encruzilhada, já não podemos adiar a escolha. Desmantelamos o Estado-providência a pretexto de sanear as contas públicas após o que, já sem financiamento europeu, acabaremos por deixar o euro. Ou assumimos que chegou a hora de dizer basta!, recuperamos a soberania sobre a nossa moeda e reestruturamos a dívida pública
João Proença faz greve, mas o líder UGT não faz Greve Geral....
Quando se quer fingir que se é um sindicato é muito complicado. O SINTAP vai fazer Greve dia 14 Novembro ( não meus Deus , não é Greve Geral) e como tal João proença adere. Mas a UGT não faz greve geral, confusos? é assim um CIRCO chamado UGT. Depois do palhaço-mor, assim se auto-denominou Nobre dos Santos, é agora a vez de joão proença fazer também figura de palhaço. A UGT tem um problema dia 14 de Novembro, muitos países europeus estão em greve .... e desta vez a UGT fica a piar sózinha. Esse é o prob.
Reparem no ar tristonho, como que a dizer "chiça , o meu sindicato obrigou-me a fazer greve". Daqui do tripalio apelamos: não faças greve joão, vai ter com o patrão!
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
TDT espanhola versus TDT portuguesa
Espanha. dez canais, com canal informatvo, a Eurosport ( sim senhor, a Europort), canal infantil....
Portugal- 4 canais , mais canal Parlamento. quando foi proposto um canal infantil, a PT levantou-se contra.
Se a TDT tuga fosse semelhante à espanhola, eram desistencias em massa da cabo....
Marques mendes revela que o FMI já está cá para refundir o Estado...
Marques Mendes revelou ontem que uma equipa do FMI já está no País para ajudar o Governo a preparar a reforma do Estado.
"Quem vai assessorar o Governo na elaboração do estudo para a reforma do Estado vão ser técnicos do FMI", adiantou ontem Marques Mendes no seu espaço de comentário semanal na TVI24, assegurando que os especialistas do Fundo "já chegaram esta semana a Portugal, já cá estão, já reuniram com ministérios da Administração Interna e da Defesa e vão ser a assessoria técnica especializada no estudo e na definição do esqueleto e das medidas desta reforma".
Para o conselheiro de Estado de Cavaco Silva, esta reforma , que já vem tarde, deverá passar pela redução de funções, de estruturas e serviços e de funcionários no Estado.
Marques Mendes referiu ainda que esta reforma pode passar por concessões de serviços na área dos transportes a privados, podendo inclusive aplicar-se a mesma receita nas áreas da educação e saúde. "Isto significa uma redução de funcionários públicos de grandeza de dezenas de milhar", disse.
Nota de tripalio: o Governo desmente. O Governo não precisa do FMI, é mais selvagem que o próprio FMI. Saude, Escola Publica, Segurança Social, é agora a vez de serem destruidas de vez.
e com a benção do Sr cardeal patriarca de Lisboa, que tem medo de ser governado pela rua....
"Quem vai assessorar o Governo na elaboração do estudo para a reforma do Estado vão ser técnicos do FMI", adiantou ontem Marques Mendes no seu espaço de comentário semanal na TVI24, assegurando que os especialistas do Fundo "já chegaram esta semana a Portugal, já cá estão, já reuniram com ministérios da Administração Interna e da Defesa e vão ser a assessoria técnica especializada no estudo e na definição do esqueleto e das medidas desta reforma".
Para o conselheiro de Estado de Cavaco Silva, esta reforma , que já vem tarde, deverá passar pela redução de funções, de estruturas e serviços e de funcionários no Estado.
Marques Mendes referiu ainda que esta reforma pode passar por concessões de serviços na área dos transportes a privados, podendo inclusive aplicar-se a mesma receita nas áreas da educação e saúde. "Isto significa uma redução de funcionários públicos de grandeza de dezenas de milhar", disse.
Nota de tripalio: o Governo desmente. O Governo não precisa do FMI, é mais selvagem que o próprio FMI. Saude, Escola Publica, Segurança Social, é agora a vez de serem destruidas de vez.
e com a benção do Sr cardeal patriarca de Lisboa, que tem medo de ser governado pela rua....
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