Eles estão obcecados, obcecados ideologicamente para dar cabo com os funcionários públicos, com a função pública e com todos os pensionistas. é uma espécie de doença, de loucura que atinge os novos fascistas da austeridade. Querem vergar o povo e vergam com a sua determinação obscecada, mas querem vergar primeiro quem lhes faz frente com a luta: os fps. E querem destruir quem não tem poder para lutar: os pensionistas. São uns covardes! é mesmo hora de lhes darmos um chuto!
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Fuga de Peniche- uma fuga para a vitória...
Fuga de Peniche
Álvaro Cunhal passou a noite na casa de Pires Jorge, em São João de Estoril, onde ficaria a viver durante algum tempo.
Esta fuga só foi possível graças a um planeamento muito rigoroso e uma grande coordenação entre o exterior e o interior da prisão.
Do interior a comissão de fuga era composta por Álvaro Cunhal, Jaime Serra e Joaquim Gomes. Do exterior, organizaram a fuga Pires Jorge e Dias Lourenço, com a ajuda de Otávio Pato, Rui Perdigão e Rogério Paulo.
Nota de tripalio: saibamos fugir aos carcereiros que nos prendem a vida...
| A famosa fuga de Peniche foi uma das mais espectaculares da história do fascismo português, por se tratar de uma das prisões de mais alta segurança do Estado Novo. No dia 3 de Janeiro de 1960 evadem-se do forte de Peniche: Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes, Carlos Costa, Jaime Serra, Francisco Miguel, José Carlos, Guilherme Carvalho, Pedro Soares, Rogério de Carvalho e Francisco Martins Rodrigues. No fim da tarde pára na vila de Peniche, em frente ao forte, um carro com o porta-bagagens aberto. Era o sinal de que do exterior estava tudo a postos. Quem deu o sinal foi o actor, já falecido, Rogério Paulo. Dado e recebido o sinal, no interior do forte dá-se início à acção planeada. O carcereiro foi neutralizado com uma anestesia e com a ajuda de uma sentinela - José Alves - integrado na organização da fuga, os fugitivos passaram, sem serem notados, a parte mais exposta do percurso. Estando no piso superior, descem para o piso de baixo por uma árvore. Daí correm para a muralha exterior para descerem, um a um, através de uma corda feita de lençóis para o fosso exterior do forte. Tiveram ainda que saltar um muro para chegar à vila, onde estavam à espera os automóveis que os haviam de transportar para as casas clandestinas onde deveriam passar a noite. |
Esta fuga só foi possível graças a um planeamento muito rigoroso e uma grande coordenação entre o exterior e o interior da prisão.
Do interior a comissão de fuga era composta por Álvaro Cunhal, Jaime Serra e Joaquim Gomes. Do exterior, organizaram a fuga Pires Jorge e Dias Lourenço, com a ajuda de Otávio Pato, Rui Perdigão e Rogério Paulo.
Nota de tripalio: saibamos fugir aos carcereiros que nos prendem a vida...
Contribuição Extraordinária de Solidariedade- o milagre da transformação de um imposto num "não imposto"
Eu já sabia que o corte do salários dos fps não era considerado um imposto, era uma redução "provisória", ou melhor transitório-permanente. Para mim é um imposto e nada mais, que talvez nos livremos dele mais lá para a frente , em 2023 ( o fim da austeridade? alguns dizem que só em 2053, mas aí que se lixe ...)
O que eu não sabia era que por ordem do Governo, com ajuda da Cominucação Social papagaia, digam que a CES ( Contribuição Extarordinária de Solidariedade) não é um imposto. Então é o quê? É um imposto seletivo sobre os aposentados e reformados, nada mais e só afecta esta classe social. Gosto de os ver dizer com ar impante: O Governo não vai aumentar impostos!!! Ah pois não. Transformam o povo naquilo que ele não é, mas parcelarmente têm razão: muita desta gente gostava muito do Cavaquinho e do Predito Passos Coelho... a desilusão é grande ou não?
O que eu não sabia era que por ordem do Governo, com ajuda da Cominucação Social papagaia, digam que a CES ( Contribuição Extarordinária de Solidariedade) não é um imposto. Então é o quê? É um imposto seletivo sobre os aposentados e reformados, nada mais e só afecta esta classe social. Gosto de os ver dizer com ar impante: O Governo não vai aumentar impostos!!! Ah pois não. Transformam o povo naquilo que ele não é, mas parcelarmente têm razão: muita desta gente gostava muito do Cavaquinho e do Predito Passos Coelho... a desilusão é grande ou não?
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Plano B: Governo anuncia mais cortes nos reformados e pensionistas e aumento de contribuição ADSE- os ladrões não entram pela porta, entram pela janela
Na sua modalidade favorita de tiro aos aposentados e pensionistas e aos fps o Governo continua o seu lema, se não rouba de uma forma rouba de outra. Aumentará a CES dos pensionistas ( que o TC já delclarou constitucional em 2013, o que é vergonhoso, pois aplica-se apenas a um grupo específico) e aumentará a contribuição para a CGA ( que já vai em 2,5 do salário1). Eles (os ladrões) se entram pela porta, entram pela Janela. Por isso mantenham-se calmos e ajudem ao ajustamento....
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Geração Perdida: reflexão de uma filha de pais " globe trothers"
Geração Perdida: reflexão de uma filha de pais “globetrotters”
Eu pertenço a uma geração móvel que não vai voltar à "sua aldeia” quando for velha, simplesmente porque essa “aldeia” não existe
Texto de Josephine Landertinger Forero • 18/12/2013 -
18:12
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Sim, não sabemos de onde vimos. O escritor português Eça de Queirós descreve bem este sentimento num texto, onde explica que, ao assimilar varias culturas, vão-se introduzindo novas formas de pensar e sentir no organismo moral e o patriotismo “dilui-se em estrangeirismo”. "Rue de Rivoli, Calle d' Alcala, Regent Street. Wilhelmstraße – que lhe importa? Todas são ruas". Somos tudo e ao ser tudo, não somos nada. É este presente, este "status quo" de almas perdidas, que me faz pensar sobre o futuro.
De acordo com os mais recentes estudos das Nações Unidas, somos 232 milhões de migrantes no mundo. Obviamente, a migração tem muitas faces. É nacional ou internacional, individual ou familiar, voluntária ou forçada. Mas todos nós temos algo em comum: deixamos para trás um ambiente familiar para enfrentar algo novo e lidamos sempre com a questão de ter de localizar as nossas raízes.
A última pergunta é talvez a mais difícil da minha geração. No outro dia, conheci um informático australiano. Ele disse: "A minha namorada é das Ilhas Faroé, mas estuda em Copenhaga. Eu sou da Austrália e estou a trabalhar em Berlim. Em poucos meses, ela vai terminar o mestrado e não sabemos para onde vamos depois. Não sei se eu quero ficar por aqui."
Numa sociedade onde a cada segundo duas pessoas festejam os seus 60 anos e onde mais e mais famílias vivem espalhadas por vários países ou continentes, eu pergunto-me como vamos envelhecer. Eu pertenço a uma geração móvel que não vai voltar à "sua aldeia” quando for velha, simplesmente porque essa “aldeia” não existe. A nossa casa é o mundo! E esse é o grande conflito da minha geração global. Se não sabes de onde vens, como vais saber para onde vais? Como escolher onde queres envelhecer?
A vida de “globetrotter” pode ter um final solitário como provam os meus pais. O meu pai, um diplomata austríaco, morreu depois de viver na Tailândia, na Índia, no Lesoto, no Chile, na Argentina, na Colômbia, nos Estados Unidos e em Portugal (de certeza de que me esqueci de algum país...). No final dos seus dias, eu lembro-me de um senhor isolado, olhando para o infinito pela janela do seu último apartamento.
A minha mãe, uma colombiana que vive em Portugal, sente-se perdida na idade. E ela está sozinha. Educou aos seus filhos de maneira "moderna " para que sigam essa vida "global". A forma como envelhecem os meus pais pode ser uma premonição para toda a minha geração. Nesta temporada natalícia, vale a pena refletir sobre esse nosso estilo de vida
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