sexta-feira, 31 de maio de 2013

Amanhã é dia de luta!

Sexta-feira, 31 de Maio de 2013

1J | OS POVOS UNIDOS JAMAIS SERÃO VENCIDOS

Cada um de nós, em cada país, em cada cidade, em cada casa, com as suas especificidades, sente na pele as medidas que aniquilam direitos conquistados ao longo de décadas, medidas que agravam o desemprego, que privatizam tudo o que possa ser rentável e condicionam a soberania dos países sob a propaganda da "ajuda externa". É urgente que unamos as nossas forças para melhor combatermos este ataque.



Sairemos à rua, em vários países, Portugal, Espanha, Grécia, Itália, França, Eslovénia, Inglaterra, Alemanha e outros, no próximo dia 1 de Junho: Povos unidos contra a troika!
De Norte a Sul da Europa, tomemos as ruas contra a austeridade!

Seguro não foi ao Encontro das "esquerdas"- saiba porquê!

A resposta é simples. o PS quer continuar a fazer os seus acordos à direita e a fazer politica de direita e quer em próximo Governo "casar" ou acasalar , ou realizar o coito ,como quiserem com o CDS. Aliás Bagão Felix já o dissse ( "o PS casa melhor com o CDS")O show off da conferencia das Esquerdas, que teve como vedeta um homem de direita ( Pacheco Pereira), é apenas para enganar os toilnhos que acham que o PS vai defender uma política diferente do PSD...vemos o exemplo de Hollande na França, que de anti austeritario, passou a aplicador de austeridade. São assim os Socialistas... lá como cá!
Até gostavamos de estar enganados...

Ouvimos dizer que estás cansado ( Bertold Bretch)

Ouvimos dizer que estás cansado
Ouvimos dizer que estás arrasado.
Que já não podes andar de cá para lá.
Que estás muito cansado.
Que já não és capaz de aprender.
Que estás liquidado.
Não se pode exigir de ti que faças mais
Pois fica sabendo: nós exigimo-lo.
Se estiveres cansado e adormeceres
ninguém te acordará, nem
dirá: levanta-te, está aqui a comida.
Porque é que a comida havia de estar ali?
Se não podes andar de cá para lá, ficarás estendido.
Ninguém te irá buscar e dizer : houve uma Revolução.
As fábricas esperam por ti.
Porque é que havia de haver uma Revolução?
Quando estiveres morto, virão enterrar-te,
quer tu sejas ou não culpado da tua morte.
Tu dizes: que já lutaste muito tempo.
Que já não podes lutar mais.
Pois ouve: quer tu tenhas culpa ou não,
se já não podes lutar mais serás destruído.
Dizes tu: que esperaste muito tempo.
Que já não podes ter esperanças.
Que esperavas tu? Que a luta fosse fácil?
Não é esse o caso: a nossa situação
é pior do que tu julgavas.
É assim: se não levarmos a cabo o
sobre-humano, estamos perdidos.
Se não pudermos fazer o que ninguém
de nós pode exigir afundar-nos-emos.
Os nossos inimigos só esperam que
nós nos cansemos.
Quando a luta é mais encarniçada é
que os lutadores estão mais cansados.
Os lutadores que estão cansados demais,
perdem a batalha.

Bertold Bretch

" As nossas mães não são para aqui chamadas"...antes não vos tivessem tido!

Hoje no parlamento chamaram "filhos da puta" aos deputados da maioria. De facto como disse um deputado da maioria " as nossas mães não são para aqui chamadas". É um facto , foi pena foi terem tido estes filhos, que destroiem o país e  criam o desepero. Esta gente tem ser chamados de chulos para cima, é isso mesmo que são! Estão espantados com zé povinho? acho que ainda nada viram...

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Corpo de Deus e o fim do feriado... até Luís de Camões resistiu neste dia

Luís De Camões na procissão do Corpo de Deus, feriu um funcionário real, e ficou preso sendo posteriromente libertado mediante multa.
Hoje é dia de resistência e tal como Camões temos de cortar umas orelhas aos Funcionários da Troika, Gaspar o maior dele, como fez o nosso maior poeta. O próximo feriado desaparecido será o 5 de Outubro, dia da Republica... Aí a resistência vai ter ser maior ainda

quarta-feira, 29 de maio de 2013

As Memórias do Saque ( versão integral), uma análise sobre a crise Argentina


Portugal, Cravo Vermelho ( Armindo Rodrigues)

PORTUGAL, CRAVO VERMELHO


Em vinte e cinco de Abril,
em Portugal, de repente,
no ermo da madrugada,
floriram cravos vermelhos.

Já quarenta e oito anos
a treva nos tinha cegos,
quando da treva rasgada
floriram cravos vermelhos.

Veio a manhã que tardava.
Estava a longa noite finda.
Num rumor de asas de pombas,
floriram cravos vermelhos.

Desde os peitos dos soldados
aos peitos dos marinheiros,
nas próprias metralhadoras,
floriram cravos vermelhos.

Mal rompeu o dia novo,
logo por ruas e praças,
das cidades às aldeias,
floriram cravos vermelhos.

Quer nas mãos dos operários,
quer nas mãos dos camponeses,
no tempo de um pensamento,
floriram cravos vermelhos.

Nos olhos baços dos velhos,
na gralhada das crianças,
no enlevo das mulheres,
floriram cravos vermelhos.

Nas páginas dos escritores,
na atenção dos estudantes,
nas comoções da razão,
floriram cravos vermelhos.

Era um povo renascido
da morte em que estava morto,
em cujos gestos e gritos
floriram cravos vermelhos.

No sol, na lua, no vento,
nas searas, nos montados,
nos olivais, nas charnecas,
floriram cravos vermelhos.

Na voz das fontes e rios,
nas ondas do mar amigo,
nas penedias dos montes,
floriram cravos vermelhos.

No pão, no vinho, nos frutos,
de sangue e suor nutridos,
mais na fome e sede deles,
floriram cravos vermelhos.

No azul do céu profundo,
no branco leve das nuvens,
no canto alegre das aves,
floriram cravos vermelhos.

Na sombra vil das prisões
abertas de par em par,
dos irmãos delas libertos,
floriram cravos vermelhos.

Mas no Primeiro de Maio,
foi que, em todo Portugal,
Portugal todo floriu
num mesmo cravo vermelho.


Armindo Rodrigues