domingo, 3 de dezembro de 2017

Mário Centeno líder do Eurogrupo ou a clarificação de um certo amor pela austeridade

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Digam o que disserem , o que há hoje em dia é uma austeridade que continua, mais leve, mais bem embrulhada em grande expetativas, que depois se desvanecem...assim também é a europa , prometeu muito mas depois saiu bem amarga. Por isso é uma lição o facto de Mário Centeno poder ser líder do eurogrupo.A lição de que partidos à esquerda do PS ( PCP ee BE) , com o seu apoio, serviram a lógica da UE...Curioso não?

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

É bom o que é bom para os mercados? lições do chile ( do blog, Entre as Brumas da Memória)

TERÇA-FEIRA, 28 DE NOVEMBRO DE 2017

É bom o que é bom para os mercados? Lições do Chile


“Um governo apoiado por Bloco de Esquerda e PCP é mau para o país, porque será mal acolhido pelos mercados”. Este foi o argumento usado até à exaustão pela direita antes da constituição da atual maioria parlamentar. Como sabemos hoje, o argumento era falso. A subida das taxas de juro e do custo de financiamento da economia portuguesa não se verificou. Os apoiantes do novo governo apressaram-se a inverter o raciocínio formulado pela direita: o governo não é mau porque foi bem acolhido pelos mercados. Embora compreensível no quadro das necessidades de ganho imediato no debate político (eu mesmo não me escusei de o usar), este posicionamento encerra ameaças lógicas que não podem ser ignoradas. Afinal, se os mercados tivessem reagido mal e as taxas de juro subido, este seria um mau governo?

Os economistas Daniele Girardi e Samuel Bowles acabam de publicar um estudo sobre a reação do mercado bolsista chileno à eleição de Allende e ao golpe militar de Pinochet. No primeiro dia de transações após a eleição de Allende (8 de setembro de 1970) os títulos perderam 22% do seu valor, que só viria a estabilizar no final desse mês, após perdidos 48,6 pontos percentuais do valor bolsista inicial. Em esclarecedor contraste, no primeiro dia de transações após o golpe militar de Pinochet (17 de setembro de 1973), a cotação bolsista cresceu quase 80 pontos percentuais – 67 pontos percentuais, se descontada a elevada inflação dos dias em que a bolsa esteve suspensa - a maior valorização diária realizada até hoje na bolsa de Santiago. Utilizando métodos estatísticos sofisticados, que não vale a pena aqui detalhar, os autores concluem aquela que é a primeira intuição ao olhar para os dados: as variações súbitas nos valores das ações foram causadas pela mudança de regime político, não se encontrando evidência de que outra explicação, como a variação dos índices bolsistas internacionais ou o preço de transação das mercadorias das empresas chilenas, possam estar na sua base.


A conclusão é, pois, tão crua como parece à primeira vista: os mercados reagiram mal a um governo democraticamente eleito com um programa sustentado no progresso económico e social da população e reagiram bem (muito bem) a um golpe militar de inspiração fascista, que matou e encarcerou os seus opositores, suprimindo todas as liberdades políticas.

Esta ilustração de um dos episódios internacionais mais negros para a história da democracia e da esquerda deve recordar-nos do óbvio: elevar os mercados a referencial político moral, com capacidade de discernir entre o que é bom e o que é mau, é um erro. Os mercados não são uma entidade abstrata que se rege pelas leis “naturais” do desenvolvimento económico. Por detrás do movimento dos mercados existem pessoas concretas, cujas visões e interesses podem não estar – e amiúde não estão – alinhados com os interesses do povo que elege democraticamente os seus representantes. No Chile era uma pequena classe proprietária que receava a redistribuição da riqueza e a nacionalização das suas empresas; em Portugal, são as instituições internacionais e os investidores privados que, após forçarem uma arquitetura institucional que forçou o endividamento público, se preocupam agora unicamente com a capacidade de pagamento do Estado português, não olhando ao interesse social e económico das populações.

Procurar ver na reação dos mercados um indicador de boa governação, comprando a retórica da direita, é tentador no imediato. O ministro Mário Centeno usa este instrumento de argumentação política na maioria das suas declarações. Mas os perigos que representa a prazo podem mais do que superar os ganhos presentes. Quando um governo de esquerda se vir confrontado com a escolha entre o progresso económico e social e o interesse dos mercados (e isso vai acontecer), uma decisão ao encontro do interesse das populações poderá provocar uma reação negativa dos mercados. Nesse momento, um governo que escrutinou o seu sucesso pela reação dos mercados estará politicamente manietado. A prazo, só a direita pode ganhar em elevar os mercados a referencial moral. A esquerda que sabe que a escolha entre o Estado Social e o interesse dos mercados é apenas uma questão de tempo não se pode esquecer disto. Andar à boleia da retórica da direita para atingir ganhos imediatos pode custar-nos muito caro no futuro.

Sentido de voto, RAP

Sentido de voto



Ricardo Araújo Pereira na Visão de hoje:



Na íntegra AQUI. 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Cristina Branco- Alvorada


Infarmed para o Porto- os trabalhadores como moeda de troca

O Porto perdeu a candidatura da Agencia do Medicamento...e como moeda de troca os Trabalhadores do Infarmed são castigados. Vai uma aposta que não vão conseguir? basta os trabalhadores arregaçarem as mangas e partirem para a luta com todas as ganas.

Ai se fosse  o PSD a ter esta ideia? Ui, Ui!! O que não se gritaria...

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Menino Guerreiro está de volta o regresso do PPD/ PSD...

O menino guerreiro voltou...  não é que se pode safar? Marcelo não vai à bola com Rio.. e a onda dos "afetos" está na moda...Rui Rio é pouco afetuoso

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Resultados Autárquicas PCP/ CDU 2017:- " quem se mete com o ps leva"

Os fracos resultados do PCP /CDU 2017nas eleições autárquicas são única e exlusivamente responsabilidade de:

- Uma postura acachapada do PCP durantes estes dois anos perante o PS_ tem faltado acutilância e crítica incisiva ao PS ,e aos problemas ( muitos) que o país tem- o PCP diz não estar coligado com o PS mas tem um discurso ao contrário disso.

- Uma moleza de acção em áreas como o movimento sindical. uma da matrizes ( a luta dos trabalhadores e do povo) ficou sossegadita demais..

- a necessidade de uma liderança mais jovem e menos desgastada ( jerónimo de sousa precisa dar lugar a outros).


Assim e face a essa situação e nessa diluição, e nessa moleza, quem ganha sempre é o PS.

Por último uma parte boa: vem aí a municipalização- a aquilo a que o PS/Costa chama ridiculamente ao grande reforma do estado-, ou seja entrega de muitos serviços á gestão ( impreparada) das Autarquias. Vai ser caótico e quantas menos autarquias o a DCU gerir...melhor. Veja-se por esse lado, ao menos

Se o PCP continuar nesta onda boazinha, quem ganhará será sempre o PS e o PCP ficará com uma votação cada vez menor.