terça-feira, 29 de julho de 2014

Buraco do BES pode ser de 3 mil milhões ou a prova de que afinal não sabemos de nada...



Há mesmo esqueletos no armário. os comentadores da tanga nunca disseram a verdade. e o primeiro semestre indica um buraquito de três mil milhões de euros, o que é apenas o começo do que não sabemos...

domingo, 27 de julho de 2014

António Costa quer maioria absoluta para o PS ....


AC ainda não ganhou as eleições no PS e já quer uma maioria absoluta para o PS. Talvez para repetir o desastre da maioria absoluta de Sócrates, onde as PPPs floresceram e as negociatas foram a regra. Foi um tempo de desastre com destruição do edifício da Administração Pública, com o actual governo a completar a destruição.

AC quer maioria absoluta, mas se não der , quer coligação com Rui Rio, ou seja com o PSD. Se puder ou precisar,  também quer Marinho pinto, e os foragidos do BE, como o Livre , o Daniel Oliveira e Ana Drago ( tudo para ter um chapeuzinho de esquerda) ... Como conjugar toda esta gente toda??

Por aqui no tripalio nunca votámos PS, nem pensamos fazer, mas AC repugna, porque:

- foi oportunista pois aparece na sequência de resultado frágil de Seguro
- Continua a perorar às quintas feiras na quadratura do circulo, ou seja tem pouca ou nenhuma vergonha
- está a ser trazido ao colo pela comunicação social e pela direita
- é apoiado por José Sócrates, José Lello, Jorge Coelho, Augusto Santos Silva, entre outras figuras nojentas ( seguro também alguns apoiantes pouco recomendáveis mas em menos quantidade)  , para não esquecer: é apoiado por Mário Soares...

Muitos alertas em relação a este novo D sebastião que nos querem fazer engolir pela goela abaixo....

Já agora deixamos foto: como se dá bem com o PSD e CDS...

Nota: sérgio monteiro, ac, pires de lima em alegre conversa...

sábado, 26 de julho de 2014

Carlos Paredes, morreu há dez anos ( a 23 de julho de 2004)

Carlos Paredes, mestre da guitarra portuguesa, morreu há 10 anos


Maior expoente da guitarra portuguesa faleceu a 23 de julho de 2004, aos 79 anos. Recorde a sua vida e obra.

Apesar de o seu instrumento ser o do fado e de ter nascido numa longa linhagem de guitarristas de Coimbra que se estendia até ao seu tetravô, Carlos Paredes que pouco gravou conseguiu a proeza de construir uma obra ímpar, que a nenhuma outra pode ou deve ser comparada, fora de géneros e do próprio tempo, e no entanto tão inexplicavelmente portuguesa e da sua época. Quem o encontrou e com ele falou sabe bem que a sua modéstia desarmante era genuína e que o seu amor pela música era inquestionável. Neste homem, a música era fruto simples e natural do amor pelo país e pelos amigos, sobretudo e nunca lhe mereceu grandes considerações filosóficas ou teóricas.

Nascido em Coimbra no dia 16 de Fevereiro de 1925, Carlos Paredes não teve como evitar a guitarra que em casa era passada de geração em geração. Ainda assim, a mãe, tentou educá-lo no violino e no piano, sem grande sorte: "A minha mãe, coitadita, arranjou-me duas professoras. Eram senhoras muito cultas, a quem devo a cultura musical que tenho. Passávamos horas a conversar e uma delas murmurava: "Não sei o que hei-de dizer aos seus pais. Mas aprendi muito com elas", revelou o músico ao Jornal de Letras, em 1992. O que aprendeu começou por mostrar aos microfones da Emissora Nacional, num programa do seu pai, quando tinha apenas 14 anos. Chegou a ingressar no Curso Industrial do Instituto Superior Técnico, mas nunca conclui os estudos tendo sido admitido em 1949 como funcionário administrativo do Hospital de São José onde, durante muitos anos, arquivou radiografias.

Se não fosse tão fácil, a metáfora de ter passado longa parte da sua vida a olhar para dentro dos portugueses ajudaria a explicar a sua música. Paredes, que sempre afirmou amar demasiado a música para depender dela para viver, manteve esse cargo até aos anos 80 quando, contra a sua vontade, um ministro decretou uma promoção que o deixou com todo o tempo para se dedicar à música.

Foi na editora Alvorada, em 1957, que se estreou em disco, com um EP simplesmente intitulado Carlos Paredes. No ano seguinte, as suas simpatias pelo Partido Comunista Português foram denunciadas à PIDE, que o prendeu. Mais do que o encarceramento, foi a traição da denúncia que lhe deixou mágoa funda. No final de 1959 estava de regresso ao Hospital de São José e à música: a prisão deu-lhe tempo para compor, para imaginar a música que queria fazer.

A sua música provou ser perfeita para suportar imagens quando em 1960 foi utilizada numa curta-metragem de Cândido da Costa Pinto, "Rendas de Metais Preciosos". Mas o casamento mais emblemático de imagens em movimento e da sua própria música aconteceu em 1962, com Verdes Anos, de Paulo Rocha. "Muitos jovens vinham de outras terras para tentarem a sorte em Lisboa. Isso tinha para mim um grande interesse humano e serviu de inspiração a muitas das minhas músicas. Eram jovens completamente marginalizados, empregadas domésticas, de lojas. Eram precisamente essas pessoas com que eu simpatizava profundamente, pela sua simplicidade", explicou mestre Paredes, referindo-se ao trabalho em Verdes Anos.

Jorge Brum do Canto, Manuel de Oliveira, António de Macedo ou José Fonseca e Costa são outros realizadores que recorreram à música de Carlos Paredes nas bandas-sonoras dos seus filmes. Os discos, entretanto, demoraram a chegar. Só em 1967 gravou o seu primeiro álbum, Guitarra Portuguesa, no então recentemente criado Estúdio de Paço de Arcos da Valentim de Carvalho, na companhia de Hugo Ribeiro, que nos recorda como lidava com a força tremenda de mestre Paredes: "Muita gente achava um drama gravar o Carlos Paredes porque ele era uma força da natureza e quando começava a tocar aquilo ouvia-se sei lá onde. Ele tocava tão alto que a guitarra ouvia-se em todo o lado e então eu vinha cá para fora do estúdio ouvir a guitarra e no sítio onde eu a ouvia melhor era onde metia o microfone". Paredes gravou ainda Movimento Perpétuo em 71 e depois, com a chegada do 25 de Abril, dedicou-se de alma e coração a levar a sua música a todos os recantos do país onde o quisessem ouvir.

Mesmo tendo gravado pouco, Paredes ainda encontrou espaço para tocar ao lado de notáveis como Carlos do Carmo, Adriano Correia de Oliveira e até Charlie Haden. Perfeccionista, iniciou várias gravações que não chegou a concluir, talvez por achar que a perfeição não podia ser gravada. Em 2003, a sua obra foi reunida e organizada numa definitiva caixa de 8 CDs [atualização: e os dois primeiros álbuns de originais foram, entretanto, reeditados em vinil pela editora americana Drag City], muito pouco para uma carreira tão longa, mas o suficiente para fazer Paredes merecer o título de mestre.

Texto: Rui Miguel Abreu

Originalmente publicado na BLITZ nº 41, de novembro de 2009

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Bella Ciao, Manu Chao

Bella ciao é uma canção popular italiana, provavelmente composta no fim do século XIX.
Na sua origem teria sido um canto de trabalho das mondine, trabalhadoras rurais temporárias, em geral provenientes da Emilia Romagna e do Vêneto, que se deslocavam sazonalmente para as plantações de arroz da planície Padana. Mais tarde, a mesma melodia foi a base para uma canção de protesto contra a Primeira Guerra Mundial. Finalmente, a mesma melodia foi usada para a canção que se tornou um símbolo da Resistência italiana, durante a Segunda Guerra Mundial.
Bella ciao tornou-se muito conhecida em todo o mundo e foi gravada por vários artistas italianos, russos, bósnios, croatas, sérvios, húngaros, ingleses, espanhóis, alemães, turcos, japoneses, chineses e curdos.
 
 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Israel ataca escola da ONU, matando 16 pessoas

Vale tudo para Israel, que tem um governo sem limites, um governo genocida, mesmo. Curiosamente o ataque à escola da ONU, foi depois da decisão do Conselho de Segurança, condenando Israel e suspeitando de crimes de guerra. Não há limites para o fascismo.


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Naci en Palestina, Amel Matlhouthi