terça-feira, 15 de abril de 2014

Segurança Social: a caminho do fim...

 
 
Caso não saiba fica a saber: A Segurança Social é dos serviços com mais falta de pessoal. Os serviços fecham pura e simplesmente porque as pessoas se aposentam e não há mais ninguém para os substituir. Metem centenas de desempregados ( CEIs) que é um acto de exploração , nada mais, e que não resolvem os problemas dos serviços. Vejamos Lisboa, quantos atendimentos há neste momento? Areeiro, por marcação telefónica apenas , Laranjeiras ( fala se que pode fechar) e Marvila ( um pequeno atendimento). Enfim uma capital com três atendimentos apenas , veremos até quando. Este Governo quer afastar os utentes dos Serviços e nada mais e dar cabo de vez destes serviços. Após as eleições de 25 maio vão fechar muitos postos de atendimento. até lá aguentam o encerramento...
 
 
 

sábado, 12 de abril de 2014

( Tu és) só Mais um, Peste e Sida


Segurança Social prepara extinção de postos de trabalho.... para dar mais "mama" às IPSS....

Lembram-se desta notícia?

Governo vai descentralizar competências na área da acção social e delegá-las a instituições de solidariedade que estão bem implantadas no terreno. Para tal, essas instituições serão financiadas, com fundos comunitários, para colocarem os seus recursos, desde logo humanos, ao serviço de tarefas que até agora passavam pela Segurança Social, disse ao PÚBLICO o secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Agostinho Branquinho.
“É uma descentralização de competências nas instituições que vai aumentar a qualidade das respostas”, defende o secretário de Estado, que fala de “uma mudança de paradigma” — porventura, “a mais importante em muitos anos” nesta área.
O Governo diz que não tem ainda quantificado quanto vai poupar com esta opção, nem em que concelhos vai pô-la em prática — uma vez que as situações variam muito de concelho para concelho, justifica. “A poupança está no ADN desta medida, mas mais importante do que isso é que ela vai permitir dar uma resposta no tempo certo às pessoas que precisam”, diz o secretário de Estado.
O primeiro passo foi dado nesta terça-feira com a publicação, em Diário da República, de um despacho que cria a chamada Rede Local de Intervenção Social. O diploma, que “esteve a ser preparado nos últimos meses” com os representantes das instituições particulares de solidariedade social (IPSS), das mutualidades e das misericórdias, visa “reforçar a acção das entidades do sector social que, pela sua proximidade, têm um conhecimento mais aprofundado das reais necessidades da população, em cada território”.
Mais rápido, mais perto
Ao PÚBLICO, Agostinho Branquinho explica: há concelhos onde há poucos técnicos da Segurança Social, que têm a seu cargo todo o tipo de tarefas, do atendimento ao público ao acompanhamento das famílias, passando pela fiscalização; neste momento, não é possível contratar mais funcionários e, na prática, a presença da Segurança Social em todo o país não é efectiva nem há capacidade para responder rapidamente às situações.
Nesses casos, se identificamos uma IPSS que tem técnicos, assistentes sociais, que conhece a realidade do concelho e que é credível, essa instituição pode ficar com a gestão da acção social nesse concelho.”
Como? Branquinho dá exemplos: “Actualmente, quando há uma família que se candidata ao Rendimento Social de Inserção, esta dirige-se à Segurança Social para entregar o seu processo, toda a documentação, os comprovativos. [No novo modelo] passa a poder ir à instituição com quem a Segurança Social estabelecer um protocolo. E todo o processo, bem como todo o plano de acompanhamento e de inserção, passa a ser feito pela instituição”.
Neste caso em concreto, a aprovação do processo de Rendimento Social de Inserção (RSI) continuará a caber à Segurança Social, diz ainda o secretário de Estado. Mas “tudo será muito mais célere” e, sobretudo, sublinha, as famílias serão acompanhadas mais de perto.
O mesmo se passará, exemplifica, com os processos de subsídio social de desemprego, ou com a gestão das amas (seja dos pedidos das famílias que as procuram ou das pessoas que se candidatam a prestar esse trabalho), sendo que, continua o governante, as instituições são as que melhor sabem que candidatos a amas têm ou não condições.
Outro exemplo ainda: as instituições poderão conceder “subsídios que, actualmente, o Instituto de Segurança Social concede, em situações de emergência, para pagar uma renda de casa, uma conta de luz, os chamados subsídios eventuais”.
Novo modelo de financiamento
O secretário de Estado sublinha a forma como tudo isto será financiado: já havia famílias com RSI, cujo plano de inserção social era acompanhado por instituições de solidariedade. O que estas instituições recebiam do Estado, pelos seus serviços, era definido em função do número de beneficiários que acompanhavam.
“Se acompanhassem 30 beneficiários de RSI, recebiam para 30, se fossem 29, recebiam menos, se fossem 25, menos... Agora, as instituições vão passar a receber não em função do número de pessoas, mas em função da acção que vão desenvolver”, diz Agostinho Branquinho.
O governante considera que o modelo actual é um pouco “pérfido” e que, nalguns casos, não terá contribuído para um trabalho mais activo na integração dos beneficiários do RSI. O que se pretende agora é que, após um diagnóstico social — “quantos beneficiários do RSI acompanha a instituição, quantos desempregados, etc.” —, se contratualize um plano, que pode ser anual ou plurianual, com a instituição ou instituições locais, ficando estas a saber, à partida, “com que verba vão contar para concretizar esse plano


E pronto, Com este modelo já podem mandar os trabalhadores do ISS para a requalificação!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

É tudo para depois da troika...inclusive a austeridade

A de cisão do TC sobre o OE 2014? Dizem que é só depois da troika. O salário mínimo ( e seu aumento virtual) : é para depois da troika....a nova austeridade que destrói: é para da troika. somos uns bonecos na mão desta gente, de facto!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Saem caros ao estado...

«Os alunos que chumbam saem muito caros ao Estado, os doentes saem muito caros ao Estado, os reformados saem muito caro ao Estado, os trabalhadores saem muito caro ao Estado, os desempregados saem muito caros ao Estado, as crianças em instituições sociais saem muito caras ao Estado, os mais desfavorecidos saem muito caros ao Estado, os professores saem muito caros ao Estado, os médicos saem muito caros ao Estado, os enfermeiros saem muito caros ao Estado, os técnicos saem muito caros ao Estado, as lojas do cidadão saem muito caro ao Estado, as repartições de finanças saem muito caro ao Estado, os centros de saúde e os hospitais saem muito caro ao Estado, as escolas saem muito caro ao Estado, a investigação sai muito cara ao Estado - já para não falar dos correios, dos transportes, da água, da eletricidade que também saíam muito caro ao Estado e agora continuam a sair, mas sempre há alguém a ganhar com isso.
Os swaps, os contratos PPP, os bancos falidos e corruptos, os submarinos, as autoestradas, os pareceres, as prescrições, as comissões de acompanhamento, a promiscuidade público-privada não têm preço porque são cenas da vida deste Estado novo que estamos a construir, ok? Agora saiam da frente e não incomodem.»

Filipa Vala