sábado, 5 de outubro de 2013

Metade das Repartições de Finanças são para encerrar... ou os avisos de Marques Mendes, que são para levar a sério.


Marques Mendes lança as ideias, deita as cá para fora, para testar e são verdadeiras intenções do Governo. já em passado recente havia intenção de encerra centenas de repartições de finanças....mas agora o corte é mesmo Brutal. Ou a luta se torna mesmo séria e duradoura... ou isto não vai lá com providencias cautelares...e o curioso é que se abate sobre trabalhadores que até votavam bastante PSD ( nem todos, obviamente...)





http://m.noticias.sapo.pt/economia/ultimas/5250750bb51b01a1110024a1#videos

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Providências Cautelares 40 horas na Função Publica: STE, Sintap e os malabarismos de ilusionismo que servem para ter faltas injustificadas...é assim a UGT

Governo esclarece que "horário das 40 horas é para todos"
Numa nota de esclarecimento do secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino sublinha que nos procedimentos judiciais intentados por várias associações sindicais "não é pedida a suspensão da eficácia das normas" relativas à aplicação das 40 horas, mas sim "a adopção de medidas cautelares antecipatórias". Assim, defende o governante, "é irrelevante que o tribunal administrativo tenha admitido as petições iniciais".
"A proibição de iniciar ou prosseguir a aplicação do novo período normal de trabalho só ocorreria se (...) a entidade administrativa não apresentasse uma resolução fundamentada que reconheça o grave prejuízo para o interess público da suspensão", lê-se na nota do Governo. Porém, o Executivo avançou com as resoluções fundamentadas em todos os processos, pelo que "o impedimento de aplicação da lei não se verifica até que o tribunal administrativo se venha a pronunciar definitivamente".
Além disso, defende o secretário de Estado, a suspensão das 40 horas só se verificará para os trabalhadores associados dos sindicatos ao serviço das entidades que integrarem o processo judicial.

"Nesta medida, está actualmente garantida a manutenção da aplicabilidade dos novos períodos normais de trabalho (...) não havendo qualquer razão que justifique o incumprimento dos mesmos", declara o governante.
O alargamento do horário das 35 horas semanais para as 40 horas está em vigor desde 28 de Setembro, mas segundo os sindicatos tem gerado confusão nos serviços, havendo dirigentes que aplicam a lei e outros não.

Pois é , as Providencias entram e no dia seguinte são anuladas pelas alegações do Governo. Ou seja são um balão de nenhuma  duração e um engano para os trabalhadores. No caso do STI, nem a ilusão tiveram ( foi anulada antes de entrar a Lei em vigor) , no caso do STE, Sintap , criaram o caos na Função Pública, iludiram os seus sócios e vão levar a faltas injustificadas...é assim a UGT

Mas há muita gente que gostou da ilusão... segunda feira pés na terra e 8h para a Função Pública...até decisão daqui a uns meses ou ano do Tribunal Constitucional. O tempo da farinha maisena - instantânea- já acabou....

 

Crise nos EUA: o capitalismo igual a si mesmo (in Avante)

António Santos      in Avante, 3 de Outubro 2013    
                                 
Crise nos EUA:
o capitalismo igual a si mesmo
Depois de duas semanas de celeuma e farsa no Congresso, a câmara legislativa (controlada pelos democratas) voltou esta segunda-feira a recusar qualquer cedência aos republicanos e, chegando à meia-noite sem consenso, ditou o «encerramento» do Governo à primeira hora de terça-feira.
À primeira vista, a estratégia dos republicanos, protagonizada pela acção espalhafatosa do tea-party, a sua facção da extrema-direita, parece simples: sem uma moratória ao Obamacare, a nova panaceia ao sistema de saúde, nenhum projecto democrata passa da câmara baixa do Congresso, controlada pelo Partido Republicano.
Em causa estava o orçamento federal para o próximo ano fiscal, que se estrearia dia 1 de Outubro. Como até essa altura não foi alcançado consenso entre os dois partidos, o governo dos EUA suspendeu todas as actividades «não essenciais», bloqueando indefinidamente o salário de quase um milhão de trabalhadores públicos. Mas os republicanos propõem-se a travar também o incremento ao tecto da dívida soberana, o que poderia acarretar consequências ainda mais nefastas.
O «encerramento do governo» (government shutdown) não é uma situação inédita nos EUA. Já teve lugar 17 vezes desde 1976, a última durante 21 dias no final 1995. Embora um «encerramento do governo» normalmente cause estragos controlados à economia, outros corolários mais duros podem estar na calha. Com o governo «encerrado», cria-se uma situação política perigosamente crispada, que em último caso poderia inviabilizar a ampliação do tecto da dívida antes de dia 17 de Outubro. Sem um acordo, os EUA cairiam nesse dia (pela primeira vez na história) numa posição de incumprimento da sua dívida soberana de 12 triliões de dólares, a maior dívida externa do mundo.
Governo dos banqueiros,
para os banqueiros, pelos banqueiros
Por um lado este é um jogo que democratas e republicanos jogam há muito tempo: fabricam crises políticas que abrem caminhos «que ninguém queria» rumo a ataques contra os trabalhadores que antes eram impossíveis. Por outro lado, o torpor do Congresso e a radical incapacidade do governo de dar à crise qualquer rumo inteligível, anunciam monstruosas contradições no seio do grande capital.
Desde 2008 que o governo dos EUA destinou de mais de 700 mil milhões de dólares ao resgate dos maiores bancos e empresas. Ao mesmo tempo, impingia cortes draconianos aos subsídios de alimentação, saúde e reforma. Mas nem assim a mão invisível de Smith se moveu e a economia não exibiu os sinais de recuperação previstos. Então, em 2010, a Reserva Federal (controlada pela banca) pôs em marcha um plano de «Suavização Quantitativa»: um incentivo de três triliões de dólares à indústria automóvel e ao mercado imobiliário através da expansão das reservas dos grandes grupos económicos junto da Fed e da compra, em mercado aberto, de títulos hipotecários e obrigações do Tesouro. O plano era baixar as taxas de juro a longo prazo e, à medida que a economia apresentasse sinais de reconvalescença, abandonar o incentivo da «Suavização Quantitativa». Mas eis que, no passado dia 18 de Setembro, a Reserva Federal despejou um balde de água fria na cabeça dos economistas e astrólogos da classe dominante: A economia não tinha recuperado e o incentivo iria manter-se inalterado.
Capitalismo, crime (des)organizado
A decisão da Fed não foi apenas indício da fragilidade da economia americana. Também ajuda a explicar o recrudescimento da feroz obtusidade dos congressistas. Em 1892, Engels escrevia que ainda não havia nos EUA lugar para um terceiro partido porque as contradições internas entre republicanos e democratas era demasiado agudas. Hoje em dia, essas mesmas contradições entre capitalistas agravam-se ao ritmo da crise do seu próprio sistema.
Apesar dos triliões de dólares oferecidos aos senhores do capital como «incentivo», os capitalistas não se sentem seguros do lucro que podem obter das mercadorias que podem produzir. Agora, perante uma crise cíclica de super-produção, o capital pede uma estabilização da economia através da amputação de sectores inteiros do aparelho produtivo e da destruição da sua própria capacidade produtiva. O objectivo? Permitir ao capitalismo voltar a crescer. Absurdamente e apenas para regressar a novas e mais dolorosas crises.

Bloco de Esquerda e a erosão eleitoral... perigos e consequencias

 Neste blog já toda a gente o sabe: poiamos e votamos CDU, mas pensamos...e por isso outros partidos de esquerda são obljecto da nosssa reflexão...
Já por aqui explicámos quando chega o voto dito útil, há um eleitorado que sai do voto BE e vai para o colo do PS. Têm vasos comunicantes. O PS queria que o BE fosse uma espécie de CDS da Esquerda, mas seria a cisão do Bloco e o seu fim. O PS é partido dos interesses instalados e muitos BE s o sabem...
Mas vejo alguns contentes demais com erosão do BE... porque caros amigos são precisos 23 deputados para pedir fiscalizaoes ao Tribunal Constitucional... e como têm sido úteis.
Jornal Agosto 2013

A fiscalização das novas normas do Código de Trabalho, no qual o PS se absteve, foram os deputados do PCP, Bloco e "Os Verdes" juntos que tiveram o número de 24 deputados.... Foi muito à conta, o PS põe se fora, como sempre

E quando o PS for poder, é mesmo necessário, que o BE não fique reduzido à ínfima expressão , por várias razões, mas essa é uma delas. O PS no poder faz trampas iguais às do PSD... e depois onde que o PCP vai arranjar 23 deputados ... ao PS não será certamente, muito menos ao PSD e CDS....

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Não existem 9 milhões e meio de eleitores ...ou como subiu a abstenção de forma ficticia

Meus amigos: não existem 9 milhões e meio de eleitores. Porquê? porque 240 mil portugueses saíram de Portugal em dois anos  e tinham capacidade eleitoral, e porque muitos portugueses terão morrido sem existir essa alteração no caderno eleitoral...
Basta pensar um pouquinho: somos pouco mais de 10 milhões residentes, com cerca de 400 mil estrangeiros, mais os jovens ( um milhão e meio), como tal não podemos ser nunca 9 milhões e meio de eleitores.... Qualquer dia há mais eleitores que população portuguesa. Por isso a abstenção está claramente inflacionada. Quando os mortos e os emigrantes aparecem nos cadernos eleitorais dá nisto....